Um olhar para trás: O primeiro semestre do ano em revista

Após os movimentos nunca antes vistos causados pela pandemia em 2020, o primeiro semestre de 2021 nunca se esperou que fosse um semestre calmo. E assim foi, este semestre ficou marcado pela subida generalizada dos mercados acionistas, uma alteração de estilo de investimento e muitos, muitos… estímulos fiscais.

O S&P 500 registou em 2021 o 2º melhor semestre desde 1998, acumulando um ganho de aproximadamente 16% YTD. Ao contrário de 2019, um ano marcado por nomes do big tech, em 2021 a maior valorização ocorreu em empresas que atuam no setor da energia. De seguida surgem as financeiras (com uma subida de 24%) e a concluir o top 3 surgem empresas de real estate (cerca de 23%).

O presente ano viu, finalmente, o estilo value ourperformar o growth (ver gráfico em cima). A evidente sobrevalorização das principais empresas growth e o receio da subida das taxas de juro, aliados com a recuperação económica alicerçada em estímulos fiscais inéditos, levou os investidores a investirem o seu capital em empresas (e setores) cíclicos e tradicionalmente associados ao estilo value.

Bank of America estima que os planos de reestruturação implementados pelo novo presidente americano eleve os estímulos fiscais e monetários já introduzidos na economia a USD 30,5 triliões (americanos), um valor igual à totalidade dos estímulos previstos para a China e Europa. Para além do impacto já sentido nos níveis de inflação (8% anualizada nos EUA vs 3% histórico dos últimos 100 anos), os analistas acreditam que proporcionalmente ao sucesso dos governos e bancos centrais em estimular o contínuo crescimento dos mercados financeiros, aumenta também a dependência dos mercados financeiros neste tipo de medidas expansionistas, um cenário completamente insustentável no longo prazo e que pode ter consequências muito graves.

Apesar das medidas levarem a um aumento da capitalização bolsista global em cerca de 11%, o mercado obrigacionista tem sofrido as consequências, registando o pior primeiro semestre desde 2013, apesar da ligeira recuperação na parte final do semestre.



Também para as matérias primas o semestre foi, na sua generalidade, positivo. Destaque para o preço do petróleo que subiu mais de 45% em 6 meses. O cobre e a generalidade dos produtos agrícolas registaram subidas muito significativas. Pelo contrário, os metais preciosos não tiveram um semestre positivo (linha azul), o que se justifica maioritariamente com o bom comportamento do mercado acionista e a sua correlação negativa com o preço desta matéria prima (que para muitos serve, inclusive, de refúgio).

Por outro lado, na SGF, “encerrámos” o primeiro semestre de 2021 com excelentes resultados:

Posto isto, e apesar do momento vivido no primeiro semestre de 2021, muitos são ainda os medos que assolam os mercados. Dentro destes destacam-se os, ainda muitos, territórios assolados pelo imprevisível vírus que surgiu de repente no nosso dia-a-dia, os planos de impostos que o presidente Biden tem vindo a ameaçar sobre os ganhos de capital individual e coletivo e o tema da inflação que muitos acreditam não ser apenas um problema temporário resultante dos muitos estímulos introduzidos na economia.

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