Rentabilidades de Outubro

Nota: As rentabilidades mencionadas são líquidas de comissões administrativas, de gestão e de depósito, calculadas com base no valor da UP. Rentabilidades passadas não são garantia de rentabilidades futuras.

Outubro encerrou em território positivo para a generalidade dos índices bolsistas. Este foi o segundo mês no ano (à semelhança de julho) que temos este registo positivo.
Apesar deste resultado, o mês ficou marcado pela volatilidade e pelos eventos políticos no Reino Unido, Itália e agora no fim do mês no Brasil.
Os dados macroeconómicos mantêm-se em território misto, mas a situação geral das economias continua a degradar-se (rumo à recessão global). Apesar dos bancos centrais continuarem a subir taxas de juro, o mercado começa a acreditar que o ritmo do movimento poderá começar a abrandar. 
A reunião do BCE acabou por ser um importante catalisador da performance positiva das bolsas e, apesar da subida de 75 pontos base, assistimos a uma descida de taxas de juro nas maturidades longas a nível global. A dívida soberana foi a mais beneficiada, com o mercado a reconhecer o momento como uma oportunidade de compra.
A taxa de juro de referência na Zona Euro está agora nos 1.5%, o valor mais alto desde 2009. Nos EUA, a leitura preliminar do PIB indicou um crescimento de 2.6% no 3T, depois de registar uma contração de 0.6% no 2T! Mas o deflator do PIB fixou-se nos 4.1%, valor aquém dos 5.3% esperados! Este foi um dos argumentos para FED voltar a entregar uma subida de 75 pontos base na reunião deste mês.
Os Bancos Centrais começam a mostrar alguma preocupação com o impacto das subidas da taxa de juro nas economias, o que deixa antever que este ritmo de subidas poderá começar a abrandar.
Este é um sinal de que poderemos um final de ano menos sombrio que o esperado, com alguma inversão da tendência! Procurando sempre as melhores oportunidades prometemos manter a cautela, mas aproveitar as oportunidades de investimento que irão surgir nesta reta final do ano!