Rentabilidades de Abril

Nota: As rentabilidades mencionadas são líquidas de comissões administrativas, de gestão e de depósito, calculadas com base no valor da UP. Rentabilidades passadas não são garantia de rentabilidades futuras.

Este mês de Abril foi um dos piores meses (em termos de retornos) dos últimos anos para os mercados financeiros, com a dinâmica dos investidores a ser muito condicionada pelos desenvolvimentos da guerra na Ucrânia, novos lockdowns na China devido ao aumento dos casos de Covid-19 e pelo agravamento da inflação e, consequentemente, pelas perspetivas de uma cada vez mais rápida retirada de estímulos monetários pela esmagadora maioria dos bancos centrais dos países desenvolvidos, com a Reserva Federal dos EUA a liderar este movimento na política monetária nos principais blocos económicos.

Adensam-se assim os receios de uma desaceleração económica global forte nos próximos meses e isto traduziu-se também em previsões mais cautelosas das principais cotadas para vendas e lucros nos próximos trimestres o que criou um cocktail emocional muito negativo e levou, por exemplo, o índice de tecnologia Nasdaq a corrigir 13.3% no mês (o pior mês deste índice desde outubro de 2008) e o S&P 500 a cair 8.8% (o pior mês desde o início da pandemia em março de 2020).

No plano político o destaque do mês vai para as eleições francesas. Depois do primeiro lugar na primeira volta com 27.8% (mas em que os candidatos da extrema-direita e da extrema-esquerda obtiveram mais de 50% dos votos), Macron venceu a 2ª volta com 58,6% derrotando Marine Le Pen. Apesar do crescimento da extrema-direita, representada nesta segunda volta por Marine Le Pen, o mais novo Presidente da história francesa renovou o mandato.

O conflito no leste europeu não tem ainda um fim à vista e, além de prejudicar os níveis de confiança, está a agravar a subida dos preços. Avizinham-se tempos de alguma turbulência ainda antes do verão.

Neste contexto complexo e marcado pela incerteza, acreditamos que a diversificação pelas diferentes classes de ativos será um elemento decisivo do desempenho dos investimentos e do património dos investidores!